26 de fev de 2011

Gênio em estado brutal


Adão Iturrusgarai virá lançar na FestiPoa dois livros da série com a personagem Aline. O Aline 5, numas de colegial (L&PM pocket) e Antrologia (L&PM), um seleção de tiras da Aline, publicadas entre 2003 e 2010, inéditas em livro. São quase 500 tiras e, segundo Adão, o álbum encerra uma fase do seu trabalho, a fase "Aline", e abre caminho para a publicação de outras tiras com outros personagens e formatos. A seguir, uma entrevista publicada em 2008, na revista CidadeB, quando Adão lançou o No divã com Adão. Na época Adão morava na Patagônia.



Se você, impaciente leitor, está sem saco para ler esta entrevista, terá uns 100 anos de inferno pela frente. Mas se pular esta introdução, indo direto ao assunto, recuperará os 100 anos e poderá começar a contabilizar uns 1.000 anos no céu, ou menos uns 30 anos de análise.
 
Adão lançou em 2008 o livro No divã com Adão (ed. Planeta, 158 páginas coloridas, R$ 34,90).
O volume compila 15 tiras inéditas e dezenas de outras (originalmente publicadas na Folha de S. Paulo) da série Anos de análise e suas variantes, como Anos de Inferno, Ave-Marias e Pais-Nossos, Anos de Paraíso e Quilos de culpa. Há, ainda, dois capítulos, Saldo e Sonhos - espécie de extras do livro. Nas tiras situações do cotidiano são quantificadas de acordo com as respectivas conseqüências que acarretariam. A culpa e o pecado nos empurrando pro divã ou inferno. Por exemplo: "Descobrir que o Super-Homem não existe - Um século de análise" e "Usar bermuda por cima da camisa, pochete e mocassim de franja - 200.000.000 de anos no inferno". A idéia para as tiras veio da sua própria experiência de análise com psicanalista Sergio Zlotnic: “À medida que contava minha vida e os prováveis traumas, começava a calcular quanto tempo teria de ficar no divã para resolver cada ‘evento”. Adão tira a maior e melhor onda de tudo e de todos, até dele mesmo, oxigenando nossos neurônios – e, porque não?, nossos hormônios.

Adão é hoje, junto com Angeli, Caco Galhardo, Glauco e Laerte, um dos maiores cartunistas do Brasil. Nasceu em Cachoeira do Sul, morou em Porto Alegre, Paris, São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Patagônia e hoje mora no Uruguai. O cara começou cedo a traçar, no colégio já sacaneava deus e todo mundo nos seus desenhos. Consta que abocanhou um concurso (meio informal, por supuesto) que escolhia o maior caralho desenhado a giz nas calçadas das ruas de Cachoeira do Sul; o desenho dele dava duas voltas na quadra. As professoras Ledi Lima e Dona Marli assinalaram na caderneta do colégio Roque Gonzales que o aluno Adão Iturrusgarai Maciel Filho “apresenta-se displicente nas aulas da área de estudos sociais” e “tem sido nas últimas aulas muito indisciplinado”. E o colégio anotava na mesma caderneta os “aconselhamentos”: “deverá ser mais caprichoso, comportar-se melhor na aula e na fila” (mês de abril); “precisas melhorar mais ainda o comportamento, a letra continua feia” (maio); “até agora não melhoraste o comportamento, vamos ver depois das férias” (junho). Adão já era um ótimo humorista. E, claro, as professoras não tinham o mínimo senso de humor.

Publicou sua primeira tira no Jornal do Povo, em Cachoeira, quando tinha 17 anos. Estudou publicidade e metade de um curso de artes plásticas (não concluído por levar pau em “natureza morta”). Em 91, em Porto Alegre, editou a revista Dundum (publicação que reunia de Edgar Vasques a “alemão” Guazzeli; houve até processo contra ele por causa de uns “escritos obscenos”, do qual se safou, provavelmente por falta de provas obscenas). Depois foi morar em Paris. Lá publicou nas revistas Chacal Puant e Flag. Cansou de fazer biquinhos pra falar o francês e voltou ao Brasil. Mudou-se para São Paulo, onde virou Fanzueca, e depois Adôn, o quarto de "Los Três Amigos". Escreveu para programas humorísticos de televisão, como TV Colosso e Casseta & Planeta, editou a revista Big Bang Bang, começou a ganhar mais grana, amealhar prêmios e mais prêmios e publicar em diversas revistas - Chiclete com Banana, Mil Perigos, Bundas e Capricho. Desde 96 publica diariamente na Folha de São Paulo, onde ganhou ainda mais leitores e prestígio depois da série “Aline e seus dois namorados”.
 
Ao todo, Adão tem dez livros publicados. Quatro álbuns editados pela Devir, outro pela Desiderata, um pela Planeta e dois pockets lançados pela L&PM. O cartunista mantém ainda um blog e um site onde dá para acompanhar online as divertidas e sarcásticas tiras. Os personagens Rocky e Hudson também já protagonizaram uma aventura nos cinemas, num filme de animação dirigido por Otto Guerra, e o Cartoon Network produziu cinco desenhos animados com a personagem Aline, que também foi adaptada por Mauro Wilson para uma série na TV Globo.
 
Como todos os que não ignoram sabem, para o humor não há nada sagrado nem ícones, tudo poder sacaneado. Millôr Fernandes escreveu a “Verdadeira história do paraíso”. Adão escreveu agora a verdadeira história pós-paraíso. Antiga e contemporânea, regional e universal. O pai, a mãe, o filho, o espírito santo e a ovelha saem do armário do vovô pra mostrar a outra face (a bunda?) e rir da/com a nossa cara. Seu humor, assim como seu jeito de falar (meio italianado, meio paulista, portoalegrês e espanholado), mistura tudo e reinventa o cotidiano, soprando em todas as direções. Como genuíno basco que é, Adão não sabe de onde veio e nem para onde vai, não cria conexão em apenas um sentido, aponta para todos os lados sua máquina de fazer humor giratória. Como se o seu universo fosse em grande bloco de carnaval do sarcasmo, em que o motivo… peraí… não há motivo - a piada é o motivo. E isso basta.
Para o seu amigo Laerte, Adão é um gênio em estado brutal. Eu assino em cima e roubo a frase.
Fernando Ramos
 
 
Adão, este novo livro, “No divã com Adão”, foi uma encomenda da editora, ou foi algo circunstancial, por ter muita tira sobre o tema? Como é que rolou?
Comecei a fazer psicanálise em São Paulo quando tinha 35 anos. E comecei a pensar nessa coisa de traumas e me veio uma idéia: se você tem 5 anos de idade e alguém te chama de bundudo o que isso vai te acarretar depois? E fui fazendo assim como se fosse uma equação, tipo quanto tempo de análise vai ter que fazer para cada trauma, culpa, cada uma dessas coisas. Fiz uma tira de brincadeira um dia, depois fiz outras, e segui fazendo, quando vi tinha uma porrada de tiras que davam um livro. No final das contas foi superdivertido fazer, não foi um livro encomendado. Fui juntado as tiras e vi que dava pra fazer um livro legal. Parece inesgotável o tema, mas não é, se esgota na minha cabeça.
 
E acaba descobrindo lá pelas tantas que tu está fazendo um versão de algo que já tinha feito, acaba se auto-plagiando, é isso?
É. Me auto-plagiando. E o pior pecado é se auto-plagiar. Plagiar os outros tudo bem. Mas eu acho que é isso que está aqui, e deu. Um “No divã com Adão 2” não deve rolar.
 
E no livro há histórias da tua memória de criança e adolescente? Tem muito de autobiográfico?
Tem coisas que me aconteceram. Menos as coisas de viadagem (risos)...
 
Principalmente as coisas de viadagem... (risos) Uma coisa legal é que a maioria das situações que aparecem no livro é comum a todo mundo, é um lance que todo mundo já sofreu/gozou em alguma situação da vida.
Claro. Está aqui, por exemplo, a do cara que brocha com viagra. Foi um amigo que me contou. O cara tomou viagra na hora, pensando que o efeito era imediato, e brochou. Puta merda! Depois o cara ficou muito mal. Pô, imagina, brochar com viagra? Aí realmente é suicídio, tira na cabeça. Mas tem muita coisa autobiográfica. Até fico meio cabreiro com meus pais porque tem coisas da família. Tive uma infância meio complicada. Meu pai foi embora – a história é que ele se apaixonou pela empregada – quando eu tinha 6 anos. E perder o pai com 6 anos de idade é complicado. E isso é um trauma que fica guardado. Perdi a memória de muita coisa.
 
Claro, isso é punk. Mas tem a coisa da culpa e da moral fodida que vem da religião, do blábláblá moralista que provoca muita dor de cabeça e até traumas, porque quando se é criança tudo é hipersensibilizado. Isso é tudo besteira, porque, se a gente olhar objetivamente e pensando minimamente sobre isso, vai concluir que é tudo uma grande bobagem, tanta coisa que vem com esses moralismos. E tu é um cara que tira uma onda legal com isso, detona com essa bobagem.
Os gregos cultuavam o corpo, hedonismo, prazer e putaria, era tudo festa e alegria. E depois vieram essas religiões de merda. E a gente é fruto disso. É a culpa, o moralismo.


No livro há algumas homenagens a amigos. O Laerte aparece numa tira (Conversar sobre calcinhas com o Laerte dá 3.000.000.000 de anos no divã).  O Jaguar aparece noutra (e tomar um porre com o Jaguar dá menos 2.000.000 anos de análise).
Jaguar é o único alcoólatra que deu certo. A bebida nasceu no sangue. O que o sangue é pra nós, o álcool é pro Jaguar. É um cara querido, não é um cara deprimente, é responsável com o trabalho. Uma vez encontrei ele em SP, e ele me convidou pra ir na casa dele na serra no RJ (eu morava no RJ também), beber umas cachaças e ficar lá um tempo, me deu telefone, falou “me liga, aprece lá na serra, tenho umas cachaças boas pra gente beber” e eu falei pra ele “ih, Jaguar, isso é papo de bêbado”, e ele me respondeu “comigo é só papo de bêbado”. O Jaguar é genial. 

No teu blog tem um desenho feito aos 4 anos de idade. E tu fez um comentário sobre o traço do desenho e diz que o cara, com o passar do tempo, vai perdendo o primeiro impulso criativo, que é um lance legal. E outra coisa que se perde ao longo da vida é a sinceridade...
Sim, a gente vai crescendo e apreendendo a mentir. Mentir na música, no desenho, nas artes. Os caras que são muito bons são os que conseguem manter a coisa primitiva da infância e, claro, incrementando com toda a técnica que vão apreendendo.

E não é difícil o artista notar isso claramente, ou seja, ter consciência do caminho percorrido, entender que está mantendo esse equilíbrio? Como é que funciona contigo, tu para pra pensar no teu percurso artístico, a evolução do teu trabalho?
Sim, eu penso. Acho que agora estou numa fase que considero muito legal. Deixei de desenhar bonitinho. Se você pegar os livros da “Aline”, vai ver que é tudo com pincel, tudo bonitinho, redondinho. E chegou um momento em que falei: “cara, vou começar a desenhar como quando tinha vinte anos de idade”. E daí estou mais preocupado com a idéia. O traço agora é mais despojado. 

Também tu já é um cara puta velha no humor. Já tem um ritmo bom de trabalho. Nesta altura do campeonato, não rola de chegar no final do dia sem nenhuma tira que ache legal.
Não, agora viajando de avião eu anotei umas doze idéias. Dessas, umas seis são bacanas, duas são geniais (risos). Às vezes, eu fico sem idéia, é foda. Agora com uma filha de cinco meses, mudança de casa... mudei pra Patagônia, daí é foda. Tava em Gaiman antes, um povoado galês na patagônia, de 6000 habitantes. São gentes do país de Gales que chegaram lá, encheram de porrada os índios Mapuches e ficaram. A idéia era comprar um terreno lá e construir uma casa na beira do rio, uma coisa assim bacana. Mas aí a gente descobriu que o lugar no verão é invadido por mosquitos. Daí comprar um terreno grande, pra durante seis meses se cagar de frio, e o resto do ano ser atacado por mosquitos, não vale a pena. Fugimos, mudamos pro litoral, 40 km dali, um lugar chamado Playa Unión, perto de uma cidade que é bem conhecida, Puerto Madryn, um lugar que tem baleias. Aparecem lá muitas baleias, elas vão trepar, ficam lá...

Conhece esse esporte, o sexo das baleias, domina esse assunto?
Sei que as baleias tem um puta pau, um caralhão, uma coisa absurda.

Quando era criança eu achava que as baleias eram todas lésbicas...
Não, é que nem a gente. Ficam lá trepando, o macho enfiando um caralhão na fêmea.

E um lugar pequeno assim de 6000 habitantes dá material suficiente pra satisfaz a tua imaginação? Ou nem precisa mais de histórias locais, de tipos, já tem muita história na tua memória?
Alimento a minha imaginação da própria memória. Passei dos meus vinte e poucos aos trinta e cinco anos na rua, balcão de bar, vendo esses bandos de débeis mentais, neuróticos, amigos, gente bacana de todo tipo. E meu cérebro já foi bem usado, em todos os sentidos. Preciso excretar um monte de coisas. Estão aí as memórias, não sinto falta da rua. E tem a internet... 

E aquela coisa de o cara criar a partir de tipos que vê na rua, na loucurada, isso é frescura, não é assim que funciona, não?
O lance é o seguinte, cara: isso é uma coisa de forçassão de barra. Se tu não está mais na noite, pode continuar fazendo desenho sobre droga, putaria, noite, mas não é obrigatório que você continue a fazer isso. Eu gosto de sair, fazer merda (se bem que hoje quase não faço, e principalmente morando num povoado, não tem nada lá, não tem traficante, prostitutas, nada), mas em determinado momento eu mudei. Daí que procuro seguir um caminho no meu trabalho que a minha vida vai me levando. Mas, claro, que se quiser fazer uma piada sobre droga, tenho um vasto repertório guardado na memória. Não tem problema. Então meu trabalho vai mudando. A gente também vai envelhecendo, amadurecendo, essas coisas.

Mas tu pode fazer isso porque tu hoje já é o Adão Iturrusgarai.
Não, eu tenho um background de trabalho. Tem uma coisa, por exemplo, você pega um desenho do Golinski, um desenhista francês, e vai dizer, numa primeira olhada, que o cara não sabe desenhar. Mas não. Tem toda uma estrada de trabalho percorrida e que aparece ali no trabalho do cara.

E tu faz uma auto-análise, um balanço? Por exemplo, agora vindo pra Porto Alegre, não pensou assim no que mudou no teu trabalho e na tua vida desde 15 anos atrás quando morava aqui?  
Não. Pra falar a verdade, é meio deprimente. A única auto-análise que faço é ver o meu pai, já velho e meio doente, e imaginar que daqui a vinte anos eu posso estar assim também. Porque tenho 43 anos agora, é um momento foda. Sempre achei que fosse imortal. Pra algumas pessoas a idéia do envelhecimento e morte vem muito mais cedo. Tenho amigos que aos vinte já começaram a pensar nisso. Pra mim, não. Nunca pensava nisso. Cheguei nos quarenta, daí foi abrupto, comecei a pensar nisso. E agora tenho uma filha também. Já aparece um zumbido no ouvido. Já não consigo fazer sexo mais de seis vezes por dia (risos). Começam a aparecer as limitações, essas coisas.



Mas, Adão, quanto ao trabalho é diferente. Com o passar do tempo tu fica mais satisfeito, vai vendo que pode evoluir ainda muito mais, tem muita estrada?
Com o trabalho eu fico cada vez mais satisfeito. Não sei se tem a ver com meu nomadismo. Mudei muito de cidade. Agora estou em outra cidade. Não sei do que eu fujo na verdade (risos). O Ziraldo uma vez falou (na época eu tinha uns 20 e poucos anos) me apresentando pra alguém, “este é o Adão, ele é basco, ele não sabe de onde veio e nem pra onde vai”. Foi engraçado. Porque ninguém sabe mesmo as origens do povo basco. Ele fez uma brincadeira com isso. A língua não tem conexão com nada, o povo não tem conexão com nada. E agora estou em outra cultura. Já morei em Buenos Aires, e agora voltei de novo pra Argentina.

Na Argentina, principalmente em Buenos Aires, é bom pra trabalhar? Publicam muito lá? Vendem bem os teus livros?
É bacana, sim. Mas não vendo bem lá. Publico numa revista super-conhecida de quadrinhos, a “Fierro”. Mas não chego a vender livros lá.

E não traduziram teus livros por lá? Aline não foi traduzida em BA?
Não, ainda não. Agora estou publicando na Itália, umas tiras em revista. E a idéia é publicar um livro lá também.

E, no Brasil, como é publicar em jornais?
Publico em dois jornais no Brasil, na Folha de São Paulo e no Liberal (SP). Antes publicava em quatro jornais. E jornal não paga muita grana também. Eu acho jornal maravilhoso, mas não consigo ler jornal brasileiro lá, nem em Buenos Aires chega a Folha de São Paulo, imagina na Patagônia. 

Agora vou te perguntar uma coisa séria (risos). Séria que não é séria. Não existe nada tão sério. Enfim, o humor pra ti tem que significado? Como é que o humor funciona na vida do ser humano?
O humor é o que nos diferencia dos cachorros, dos coelhos, das vacas, de tudo. Eu nunca li, mas parece que existe um estudo muito bom do Freud sobre o chiste, o humor. Quero ler isso ainda. O humor é uma sacudida, e a falta de humor é paralisante, é o envelhecimento, a morte. Seria como um sopro de ar fresco, como se o ar tivesse parado e daí vem o sopro e você acorda. Acabei de colocar no meu blog uma tira sobre a profissão do “narrador de partida de xadrez”. Eu faço pra Folha uma série “empregos estranhos, empregos chatos”. E colocaram essa tira na home Uol, e choveram comentários. E muita gente que joga xadrez indignada falando “ah, essa imagem que você tem do xadrez como uma coisa chata...” Não entendendo a piada. Isso é envelhecer. A falta de humor é foda.

Outro dia li numa crônica do Xico Sá alguma coisa que ele escreveu sobre esses “empregos estranhos” e sobre as tuas tiras. Vocês trocaram idéias sobre isso? A crônica do Xico, que era muito engraçada, falava do emprego do “apartador de suruba”.
O Xico é meio adepto desse esporte. Pô, o cara é uma figuraça! Sim, a gente conversou sobre isso, eu coloquei o nome dele nas tiras. Mas assim: a falta de humor das pessoas é importante, o humor só existe porque tem pessoas sem senso de humor. O humor não existiria se as pessoas tivessem grande senso de humor. O humor só existe porque existem pessoas completamente chatas e sem senso de humor. Hoje fiz uma tira que vai sair depois de amanhã no jornal. Chama-se Titanic: as famosas últimas palavras. Aparecem dois caras no navio, no Titanic, estão ali engravatadinhos, conversando e tal, e tem uma mina assim meio ao longe, e se vê que o navio está na noite, assim avançando, e dá pra ver uma sombra avançando assim, o iceberg chegando, e um dos caras fala pro outro “cara, ela tá te dando mole, vai lá e oferece um cigarro pra ela, só pra quebrar o gelo”.

Só pra quebrar o gelo é foda...
As famosas últimas palavras.











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