13 de abr de 2012

5ª FestiPoa - 5 perguntas para Heloísa Buarque de Hollanda

Para homenagear a comunidade que se criou em torno da FestiPoa Literária - e que vem sempre crescendo - nestes cinco anos de Festa, este blog criou uma série de entrevistas com alguns dos participantes desta edição do evento. Serão sempre cinco perguntas para serem respondidas em até cinco linhas (mas a gente não se importa se passar disso) para te roubar cinco minutos de leitura ;)

E estreamos o quadro logo com Heloísa Buarque de Hollanda! Incansável observadora da literatura marginal, Heloísa e seu olhar revelador marcaram a história da poesia no Brasil com a coletânea 26 poetas hoje. Organizado por ela em 1973, o livro foi uma ponte para alçar voo de poetas como Roberto Piva, Waly Salomão e Chacal, entre outros.

Dedicada pesquisadora, Heloísa tem - além de vários livro publicados - inúmeros artigos nas áreas arte, literatura, cultura digital, cultura da periferia e políticas culturais. Ela estará conosco durante a FestiPoa no dia 20 de abril, quando será entrevistada pelo escritor Ramon Mello, no auditório Luis Cosme (4° andar da Casa de Cultura Mario Quintana), às 18h 30.

Espero que você não fique só nesse post, e venha participar da nossa conversa com Heloísa, afinal, como ela mesma resumiu, "o presencial é fundamental!".

1. Você considera a literatura do Rio Grande do Sul agregada ou à margem do Brasil?

Considero a literatura do Rio Grande do Sul bastante conhecida no centro do país e temos muitas figuras notáveis e de primeira linha da literatura brasileira como Caio Fernando Abreu, Erico Verissimo, Luis Fernando Verissimo, Moacyr Scliar e tantos outros. Quanto à literatura independente ou novos autores, realmente há certa dificuldade em sua divulgação fora do estado. Mas isso é da natureza mesmo desse tipo de produção que circula precariamente mesmo dentro do próprio estado. Aposto na internet para mudar esse quadro (que, por sinal, já está mudando).

2. Como é a imagem de Porto Alegre presente em você?

É uma terra que nos proporcionou um Caio Fernando cheio de coragem e talento e também a terra das sagas incríveis do Erico. Delicadeza e força juntas e misturadas....

3. Ao contrário das periferias urbanas, que têm conseguido comunicar-se e expor sua arte de modo mais expressivo, não falta ainda mais atenção à cultura do interior e do oeste do Brasil?

Claro que sim. Isso já está sendo tema de debates por todo lado. Mas, de novo, acho que com o uso estratégico de divulgação que a internet possibilita, esse quadro já está mudando.  

 

4. Com a possibilidade da (cômoda) comunicação instantânea com leitores através da internet, por que ainda vale a pena participar de encontros como o FestiPoa?

 Por mais que a internet ajude, o presencial é fundamental!

5. Já que a ocasião é de festa literária, como combinar dança e leitura?

A leitura é sem dúvida uma dança com coreografias infinitas e parceiros maravilhosos.