10 de nov de 2012

Vitor Ramil lê Angélica Freitas


Conheci a poesia da Angélica Freitas em São Paulo, em 2008. Imediatamente fui seduzido pela musicalidade dos seus versos, que pareciam vir da melhor da tradição da poesia e, ao mesmo, devido à leveza e à novidade, da total ausência de tradição. Foi o Augusto Massi, na época meu editor e da Angélica na Cosac Naify, quem me apresentou à poesia dela, dando-me um exemplar de Rilke Shake e dizendo que ela era minha conterrânea, de Pelotas. Quando musiquei o poema Vida Aérea escrevi para a Angélica, que então vivia na Holanda. A partir disso nos aproximamos e ficamos amigos. Quando ela voltou para Pelotas, descobri que morava logo ali, dobrando a esquina, que era minha vizinha. A poesia dela tem humor sem ser boba, é profunda sem ser pesada, sofisticada sem ser pedante, austera sem ser ressequida. Já musiquei 14 versos da Angie, do primeiro livro e do novo. É a pessoa com quem mais compus nesta vida. Meu próximo disco (depois de Foi no mês que vem, que sai em 2013), deverá ser dedicado à sua poesia. Amo a minha vizinha. VITOR RAMIL